Na União Europeia, os apoios à produção de bovinos de carne em regime extensivo têm por base o número de animais por hectare. Perante estas circunstâncias, alguns agricultores portugueses que exploram propriedades em regiões com solos e pastagens pobres, têm produzido animais de raças rústicas. Assim, os agricultores procuram aumentar o número de animais por unidade de área e, consequentemente, o rendimento por hectare. Os bovinos da raça Cachena são de pequeno porte (com altura ao garrote que não chega a ultrapassar os 1,15 m) e são dotados de elevada rusticidade. Por estas razões alguns produtores de bovinos iniciaram a exploração desta raça em propriedades tanto do Alto como do Baixo Alentejo. Actualmente esta raça é parte integrante do património genético de Portugal. Existe um agrupamento de produtores de bovinos da raça Cachena que no Alentejo (concelho de Barrancos) tem um efectivo de 800 fêmeas (13% do efectivo inscrito no Livro Genealógico da raça) e 30 toiros (13% dos toiros inscritos no Livro Genealógico da raça), distribuídos por 4 vacadas. Os produtos comercializados por este agrupamento são carcaças de novilhos abatidos entre os 16 e os 18 meses de idade, com peso vivo próximo de 120 kg. Foi identificado que a carne procedente destes animais apresenta uma grande heterogeneidade na sua tenrura. Algumas vezes a dureza da carne inviabiliza a sua comercialização.

 

 

              

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